sábado, 27 de setembro de 2014

Histórias para serem contadas e usadas em sala de aula

Histórias infanto-juvenis, escritas por mim, que podem ser trabalhadas em sala de aula.
Todas trazem uma moral: a verdade, a amizade, o amor aos animais, aos livros...
(Por favor, ao usá-las não se esqueça que elas possuem uma autora: Karin Foldes, obrigada)

O jardim mágico

Carol era uma menina que vivia inventando histórias.
Um dia, ela contou que no jardim de sua casa havia uma porta que levava a um mundo mágico. Seus amigos acreditavam nela, mas seus pais e os pais deles não.
Por isso,  os pais desses amiguinhos Vivian lhes dizendo:
- Não acreditem na Carol, essas coisas que ela conta são mentiras, são coisas que não existem.
E os pais da menina viviam dizendo a mesma coisa para ela:
-Carol, você não pode ficar inventado essas histórias e contando por aí como se elas fossem reais. Mentir é muito feio, sabia?
Mas, mesmo assim, a menina insistia em contar histórias inventadas como se fossem verdadeiras, inclusive a história do tal jardim mágico.
Assim, cada dia seus amigos perguntavam ainda mais sobre isso:
-Quando poderemos ir ao Jardim Mágico? (perguntava Aninha)
- É mesmo Carol, você vive falando desse jardim, porém nunca nos levou lá (dizia Fernandinho).
Assim, Carol resolveu levá-los até lá, já que a curiosidade era tanta.
- Falta muito para chegarmos à sua casa? (questionava o preguiçoso do Fabinho)
-Não. Ali já é minha casa. Pronto, chegamos.
Logo, as crianças foram ao jardim e claro, não viram nada.
Carol, então, falou:
-O portal para o Jardim Mágico está fechado...
Aninha, Fernandinho e Fabinho irritados, viraram e foram embora sem dizer adeus.
Mas, de repente, Carol viu a porta se abrindo no meio do canteiro de margaridas e gritou:
- Pessoal, venham ver! Rápido! É inacreditável!
Curiosas, as crianças voltaram correndo para ver o que estava acontecendo.
Quando viram ficaram abobados e aninha falou:
-Vamos entrar!
-Claro! O que estamos esperando(concordaram juntos Carol e Fernandinho)
-Não! Pode ser perigoso! (afirmou o medroso do Fabinho)
-Deixe de preguiça e medo Fabinho! (respondeu o resto da turma)
-Então vamos! (gritou Carol)
-Vamos! (gritaram os outros)
Juntos, então, pela porta do jardim mágico e caíram como plumas em outra dimensão.
Estavam em um lugar estranho, todo branco, havia só o nada e eles próprios.
De repente, eis que surge de algum lugar um mago baixinho com um chapéu enorme e diz:
- Olá crianças! Sejam bem-vindas ao mundo mágico moderno! Meu nome é Tirâneo e sou o mago daqui. E quais são seus nomes?
-Carol.
-Aninha.
-Fernandinho.
-Fabinho.
O mago, ainda curioso, perguntou:
-Como vocês vieram parar aqui?
-Bem...(começou caro). No jardim de minha casa apareceu um portal que nos trouxe até aqui.
-Hum...Interessante. – disse o mago.
-E agora, como sairemos daqui? – perguntou (perguntou Fabinho ao mago)
-Ora, ora...Será muito fácil, mas antes vocês terão de me acompanhar e também ao meu cachorro, certo?
-Certo. (responderam todos sem saberem o que fazer).
Assim, foram todos seguindo ao mago e ao seu cachorro por horas e horas no caminho do nada.
Até que chegaram a um lugar todo florido onde só existiam borboletas. Porém, essas borboletas não eram comuns, pois, eram grandes como as crianças e falavam a mesma língua que nós.
-Olá! – disse uma das borboletas se aproximando das quatro crianças.
-Olá. – responderam os quatro juntos.
-Meu nome é Flai. Por que vocês vieram parar aqui?
-Porque entraram num portal no mundo deles e chegaram até aqui. Agora precisam voltar para casa (disse o mago).
-Mas por que entraram pelo portal – perguntou a borboleta.
-Na verdade Dona Flai, a culpa foi minha, pois, vivia inventando que havia um portal para um mundo mágico, mas não sabia que ele realmente existia. Então, quando vi, chamei meus amigos e resolvemos entrar.
-Então menina, você não sabe que mentir é uma coisa muito feia? Foi sua mentira que abriu o portal, sabia?
-Puxa vida! Se eu soubesse que uma simples mentirinha iria dar nisso... E agora? O que faremos?
-Bom, para que possam sair daqui, precisam primeiro ir até o Reino da Magia Distante, lá o rei pedirá para você contar uma verdade bem verdadeira para quebrar o feio encanto da mentira e abrir novamente o portal (disse a borboleta).
-Então Tirâneo e Flai, nos levem até esse tal Reino da Magia Distante, por favor! – pediu Aninha
-Então vamos! – disseram Flai e Tirâneo juntos.
Assim, todos partiram ao encontro do rei do Reino da Magia Distante.
No caminho tiveram que enfrentar uma tempestade de flores venenosas:
-Socorro!Socorro!Sou apenas uma criança! Não posso morrer! (gritava desesperadamente Fabinho).
Aninha e Carol, caladas, apenas estavam preocupadas em correr para abrigarem-se da tempestade.
-Calma crianças! Isso já vai passar! (gritava o mago).
-Aguentem mais um pouco, pois, nós já estamos chegando ao abrigo mais próximo (dizia a borboleta Flai).
-Puxa mago, você não pode fazer nada para nos ajudar? (gritava novamente Fabinho).
- Não, minha magia não tem efeito sobre essas flores (respondia o mago).
Logo encontraram um abrigo, finalmente. Era um túnel inteiro feito de ouro e pedras preciosas coloridas.
-Esse túnel é seguro e é um atalho para o castelo do rei (disse Flai).
Continuaram a caminha e cansadas, as quatro crianças pediram ao mago e a borboleta para que parassem para que elas pudessem dormir e continuar no dia seguinte, apesar que naquele mundo não tinha noite.
A parada foi feita, e, depois de horas, horas e mais horas, Tirâneo e Flai resolveram acordar as crianças achando que elas já tinham descansado o suficiente.
A primeira a acordar foi Carol que se assustou com o canto improvisado da borboleta acompanhado por uma orquestra sinfônica feita pelo mago. Depois, aninha acordou com as lambidas do cachorro de Tirâneo que também, com seus latidos, acordou Fernandinho e Fabinho.
Depois de terem tomado um bom café-da-manhã e terem escovado os dentes após comer (tudo preparado pelo mago), Carol, Aninha, Fabinho e Fernandinho estavam prontos para continuarem o trajeto até o castelo.
-Todos prontos? – perguntaram juntos Tirâneo e Flai.
-Então vamos! – disseram todos juntos.
Mais horas cainhando até que se pode avistar de longe o castelo do Reino da Magia Distante onde morava seu rei.
-Olhem, o castelo! (disse Carol muito feliz)
-Sim, estamos quase lá – disse a borboleta.
Assim, conseguiram chegar até o castelo e logo foram falar com o rei. Flai era grande amiga dele e, por isso, eles entraram com facilidade.
A borboleta e o mago explicaram tudo ao rei, então, como Flai havia previsto, Carol teve que contar uma verdade bem verdadeira para abrir o portal que os levaria de volta para a casa.
Assim foi feito, a menina contou a verdade mais verdadeira que conhecia e rapidamente o portal se abriu.
As crianças se despediram do mago, de seu cachorro, da borboleta e do rei.
Chegaram a suas casas e seus pais, preocupados, perguntaram o que havia acontecido e eles responderam que foi só mais uma aventura.
Com o passar do tempo, os pais de Carol e os pais de Fabinho, Aninha e Fernandinho perceberam que nunca mais Carol inventou nenhuma história, então, perguntaram a ela o que havia acontecido e Carol respondeu:
-Mentir, além de ser uma coisa muito feia, um pecado, pode trazer sérias conseqüências, não só para quem mente, porém, para todos!

                                               FIM

Nosso Lugar do coração

São Paulo é um estado com obras urbanísticas maravilhosas desconhecidas por seus próprios moradores.
A começar pelo litoral, a cidade de Santos possui obras magníficas que relembram a época cafeeira de produção e exportação desse produto tão famoso em nosso país. Lá pode-se conhecer a Bolsa do Café, um prédio construído na época que se explorava praticamente essa planta de frutinhos vermelhos. Além de poder apreciar a arquitetura de época do local, o visitante pode tomar um bom café. Saindo de lá e indo para a orla marítima se tem contato com o maior porto do país e o maior jardim do mundo em uma orla.
Ao subir a Serra do Mar passa-se por outra grande obra escultural, porém moderna, a Estrada dos Imigrantes, construída toda sobre pontes e túneis que cortam a Serra  e chega-se a capital de quase 500 anos, São Paulo.
A cidade é imponente com seus prédios modernos, porém no centro dela há outros mais antigos para conhecer como a belíssima Catedral da Sé e o Mosteiro São Bento, um pouco mais velho e o teatro municipal, grandioso sobre o Anhangabaú.
É possível voltar ainda mais no tempo, à fundação da cidade quando se fica de frente e se conhece o Páteo do Colégio, local onde a capital paulistana foi fundada.
Voltando aos prédios mais modernos é possível visitar o Prédio Martinelli de onde se tem uma bela vista da cidade incluindo outro famoso prédio símbolo dela, o antigo Prédio do Banespa. Ali próximo ainda no centro também é possível ver o famoso Edifício Copan.
Em se tratando de arquitetura moderna, ainda há obras de Niemeyer como o MASP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) com o maior vão do mundo, Oca (no Parque do Ibirapuera) e o Memorial da América Latina.
Outras construções que também devem ser lembradas são os prédios do Museu do Ipiranga, Pinacoteca e Estação da Luz.
Finalmente, indo ao interior, na cidade de Campinas, temos outras grandes obras como a Catedral da cidade, a Igreja do Carmo, o prédio da antiga prefeitura e muitas ruas de paralelepípedo de mais de dois séculos atrás quando a cidade foi fundada (há exatamente 236 anos).
Foi falado de um pouco do litoral, capital e interior de São Paulo, há certamente muito mais a falar, um livro a se escrever sobre o assunto.

                                                           FIM



“Sabedoria de vida”


Nós somos fofos, temos um olhar hora meigo, hora sedutor e perspicaz.

Nem todos gostam de nós, pois, para conseguir nossa amizade é preciso conquistar-nos e deixar ser conquistado.

Os antigos egípcios nos veneravam, na Idade Média nos odiavam por associar-nos às bruxas do mal, principalmente quando um de nós era negro.

Hoje somos adorados no mundo todo, há páginas, grupos, blogs na internet sobre nós, mas tem outros seres que ainda são mais venerados.

Gostamos de ficar em casa, sabemos aproveitar cada momento da vida, fazemos o que queremos porém com graça, sabemos como não sermos reprimidos. Curiosos, precisamos saber de tudo e gostamos de ficar no alto.

Ensinamos como pessoas estressadas devem realmente viver, não desistimos tão fácil, pois, somos nós, os gatos!

  

“Companheiros especiais”

Tenho amigos muito legais, amigos que fazem campainha em todas as horas desde a primeira infância.

Se eu estivesse triste, eles me contavam histórias, me faziam entender as coisas, viajar no tempo, na imaginação.

Palavras que me confortavam a qualquer hora, que me faziam sorrir, chorar, rir, me emocionar, que me traziam surpresas, me faziam pensar.

Eu aprendi, e ainda aprendo, muito com esses amigos que tinham nomes longos e eram filhos de um único pai  ou de uma única mãe.

No início eram pequenos, de poucas palavras e muitas cores,  com o passar do tempo ficaram sérios, de muitas palavras e poucas cores.

Às vezes eles eram dados a mim, às vezes eu tinha que gastar dinheiro para tê-los, mas nunca me separei de nenhum deles, cada um com sua história particular que se envolvia em minha própria história particular.

Tenho orgulho de falar desses amigos, com os quais nunca briguei, que sempre me compreenderam, me ajudaram, me deram boas idéias e me levaram para o caminho certo, meus amigos, os livros.

“A amizade e o monstro”



Duas meninas se conheceram andando de bicicleta em suas férias escolares há muitos anos atrás. Elas tinham ido dar uma volta na pracinha perto de suas casas quando sentaram num mesmo banco e enquanto descansavam, começaram a conversar e descobriram que eram vizinhas.
Uma delas, a Ana, havia se mudado para aquela casa há pouco tempo por isso, ainda não conhecia sua vizinha Regina.

Assim, passaram o resto de suas férias de verão juntas. Regina havia mudado de escola, e por coincidência, foi para a mesma escola em que Ana estudava. E por força do acaso acabaram caindo na mesma sala.

Durante todo o ano não se desgrudaram mais, passaram seus aniversários juntas e o ano novo também. Em épocas de férias uma sempre dormia na casa da outra ou até viajavam juntas.

O tempo passou e logo se tornaram moças. Então, Ana foi estudar Belas Artes na Universidade Humbold em Berlim e Regina foi estudar Artes Cênicas na FAAP em São Paulo.

Em Berlim Ana conheceu e ficou muito amiga de Jonathan, um rapaz que  era compositor de trilha sonora de filmes e que vinha de uma terra distante chamada Hurum. Sua casa era um pequeno palacete e ficava em um bosque perto de um lago. Nesse lago vivia uma monstra conhecida como Inezita e quando ela ficava brava sua expressão facial era ainda mais feia.

Ao concluírem seus cursos em suas faculdades, Regina foi até Berlim encontrar-se com Ana e as duas juntas foram fazer uma visita a Jonathan em Hurum. Chegando próximo a casa dele, viram o lago mas, não imaginavam que lá morasse uma monstra. Então, as duas se assustaram ao verem Inezita, assustaram com sua cara feia e brava e saíram correndo e gritando por ajuda. Ao chegarem à porta da casa de Jonathan, esbaforidas e mais brancas do que leite, Jonatham perguntou:

-O que aconteceu meninas?

- Um mo, mo,mo, monstro naquele lago. – Disse Ana.

-É, é, é! Não estamos brincando! – replicou Regina.

-Venham meninas, entrem e se acalmem. Sentem-se que vou buscar um copo de água para cada uma. – respondeu Jonathan.

-Esse monstro que vocês viram – continuou Jonathan já com os copos de água nas mãos – é a Inezita. Reza a lenda que ela vivia só e se apaixonaria pelo primeiro rapaz que aqui viesse morar aqui. E esse dito cujo sou eu.
-Ah, e quem não se apaixonaria por essa voz grossa e esse lindo par de olhos azuis? – disse Ana rindo.

-Eu, hein?! Eu não gosto dela não, apenas gosto de sua confiança e guarda – replicou Jonathan.

De repente, ouviram um bebê chorando e Jonathan pediu licença às das moças e foi a  um dos quartos e voltou com uma criança de 4 anos no colo e que era tão feia como Inezita. As duas ficaram sem saber o que dizerem então, Jonathan lhes contou que aquela era Carmelita, uma criança que foi abandonada à porta dele e que diziam ser filha de Inezita. E que ele, gostando muito de crianças e sempre pensando em ter muitos filhos, resolveu adotá-la.

Ana e Regina passaram o resto de suas férias de verão naquele pequeno palacete onde se divertiram muito com Jonathan, sua filha adotiva e a monstra guardiã.

Quando fevereiro chegou, voltaram juntas ao Brasil onde, agora que estavam formadas, iriam procurar emprego. E mesmo Jonathan morando tão longe das duas moças, os três não perderam contato e como o rapaz gostava muito do Brasil, sempre que podia vinha visita-las.

Quando elas voltaram ao Brasil e contaram sobre Inezita, as pessoas acharam interessante essa lenda sobre “a monstra do lago de Hurum” como a história ficou conhecida.

Para as duas amigas ficaram algumas lições, como por exemplo, que não devemos ter preconceitos e que devemos aceitar as pessoas como elas são, assim como Jonathan com a pequena Carmelita. Aprenderam também, que algo que possa parecer assustador  nem sempre é, como a monstra Inezita. E enfim, outra grande lição que ficou para as duas amigas  é a de que a amizade é o maior tesouro que uma pessoa pode ter.

                                                          
FIM


                                           “O castelo de vidro”

Num mundo muito, muito distante havia um palácio de vidro onde morava um rei manco. Ele vivia no silêncio eterno e não suportava um barulho sequer. Era um velho rabugento e mal-humorado.

Certo dia, sete fadas e sete gnomos, alegres, apareceram no palácio. O barulho de sua alegria incomodava o rei que nada pôde fazer, pois, as fadas e os gnomos alegres eram invisíveis aos seus olhos. Só aqueles de alma alegre e jovem podiam vê-los.

O rei mandou chamar o maior dos feiticeiros do reino para que pudesse acabar com o som da alegria das fadas e dos gnomos que tanto incomodava-o. Não era um barulho exagerado, pois, se fosse, os vidros do palácio já teria se quebrado.

O feiticeiro disse que o próprio rei teria de conversar com os gnomos e com as fadas e para isso teria que se livrar da rabugice. Para que isso pudesse acontecer, ele teve de tomar uma poção mágica e assim voltou a sorrir. No mesmo instante enxergou as fadas e os gnomos e conversando com eles, deles se tornou amigo.

Ao se olhar no espelho viu que havia rejuvenescido, seu rosto agora parecia de um príncipe. E para a sua surpresa, a rainha com rosto e jeito de princesa que vivia no castelo também voltou a aparecer para ele. As nuvens negas que cobriam o palácio se foram e o rei, com sua rainha, viveram por milhares de anos colorindo a vida de todos os morados daquele reino. O efeito da poção havia passado, mas o rei, sem perceber mudou para melhor para sempre.


“Um olá na névoa”



Era inverno, Manolo estava indo  trabalhar, era seu último dia antes de suas tão esperadas férias. Abriu a porta de casa, não havia sol, apenas névoa. Feliz por estar saindo de férias disse “olá na névoa”, como se cumprimentasse o mundo.

Foi trabalhar enfim e mais tarde o sol apareceu como se sorrisse para ele. O dia acabou sendo mais curto, adiantou todo o seu trabalho e foi dispensado pelo seu chefe. Foi para casa e chegando lá encontrou uma gatinha miando, perdida em sua porta. Era cinza, deu-lhe o nome de Névoa. Trouxe-a para dentro, deu-lhe comida e água.

À noite resolveu sair com os amigos, estava uma bela noite de luar perfeita para dar início a umas boas férias.

Em um bar famoso da cidade, onde resolveram ir, conheceu Manoela, apresentada por um de seus amigos. Coincidentemente, Manoela também havia saído de férias naquele dia. Conversaram bastante para se conhecerem e acabaram trocando telefone, endereço de e-mail e Facebook. E dias depois conversaram muito através desses canais de comunicação. Ficaram muito amigos, mais do que isso, começaram a namorar.

O mês de férias dos dois, de tão bom, passou rápido. Ao voltar ao trabalho Manolo não teve nenhuma novidade, ao contrário de Manoela que teve a notícia que teria de se mudar para Londres. Os dois continuariam namorando mesmo que a distância.

O tempo passou e no Natal Manolo foi até Londres visitar sua namorada e lá decidiram terminar o namoro, pois, a distância era muito grande para se manter um relacionamento.

Ele voltou ao Brasil arrasado, porém com o tempo acabou esquecendo de Manoela e não tendo mais notícias dela.

Alguns anos depois, parece que o destino fazia a mesma coisa se repetir, Manolo saíra de férias no inverno, em um dia de névoa, mais tarde o sol aparecera como se sorrisse no céu, ele saíra mais cedo do trabalho por tê-lo adiantado. Chegando a sua casa, Névoa que estava nos últimos momentos de gestação, inquieta, chamava por ele. Ela teve dois gatinhos lindos e Manolo resolvera ficar com eles era, na verdade, um casal e ele ainda não havia decidido que nome dar a eles.

À noite saiu com seus amigos, foram ao famoso bar da cidade onde há tempos conhecera Manoela. Um outro amigo veio lhe apresentar uma moça, ele conhecia aquele rosto, era justamente sua ex-namorada. Parecia que o destino havia lhe pregado a mesma peça, mas desta vez, Manoela não iria mais sair do Brasil, pois,ela acabara de voltar a esse país.

Voltaram a namorar e depois de altos e baixos de qualquer namoro, se casaram.


Obviamente que os filhotes de Névoa não ficaram sem nome, ele deu o nome de Londinium para o gatinho e de Brasilis para a gatinha e sempre contava que Londinium foi a palavra latina que deu o nome a Londres e Brasilis era uma referência a essa terra tropical onde ele morava.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ideias para aprender brincando

Os adolescentes e crianças adoram jogar "Stop!" então, porque não fazer disso algo instrutivo?
Os alunos podem, escrever por exemplo, nomes de cidades ou objetos que comecem ou tenham J.
Frutas que tenham ou comecem com G.
Palavras que comecem com S, Z, SS, X...

Outra coisa divertida é pegar uma palavra, ou algumas, e fazer com que eles tentem descobrir o significado, escrevam o que acham que aquela palavra significa.

Além disso, há as cruzadinhas, claro!

;-)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013